Adage Contabilidade

Assessoria para você e sua empresa. Desde 1977.

Navegando Posts em Balanço

Uma nova era na contabilidade


Em dezembro de 2009, o Conselho Federal de Contabilidade emitiu uma resolução estabelecendo um novo padrão contábil para as empresas que não estavam enquadradas na Nova Lei das S.A. (11.638/07).

Com este novo pronunciamento, chega a vez das pequenas e médias empresas harmonizarem seus balanços com as normas internacionais (IFRS).

Se a implantação do IFRS nas grandes companhias não causou os transtornos previstos há dois anos, o mesmo não deve ocorrer com as pequenas e médias.

O primeiro ponto a ser ressaltado é que 90% das empresas brasileiras se encaixam neste perfil.

Também não é demais lembrar que elas são responsáveis por 60% do total de pessoas empregadas no País e por 20% do PIB. Ou seja, a abrangência e impacto são imensuráveis.

O IFRS para Pequenas e Médias Empresas conta com 230 páginas, apenas 10% do destinado às grandes companhias. A adoção não é obrigatória, mas pode trazer inúmeros benefícios às empresas.

A conversão proporcionará a oportunidade de remodelar os negócios com mais transparência para o mercado e até instituindo índices de desempenho.

Os níveis de transparência serão substancialmente maiores, pois os balanços tornarão pública a real saúde financeira e patrimonial das empresas.

Na realidade atual eles são apenas fiscais, portanto não mostram as finanças da empresa para o mercado. Com a elaboração de um balanço societário e passando por uma auditoria, os empresários já vão criando uma cultura de transparência e de governança, o primeiro passo para um crescimento sustentável.

Um balanço dentro dessas regras valida a transparência da companhia, o que hoje é instrumento importantíssimo na busca de parceiros e de crédito.

Temos no Brasil um universo de 400 mil contadores que terão que se adaptar aos novos tempos. É, sem dúvida nenhuma, um desafio de tirar o fôlego e certamente o maior do mundo empresarial em 2010.

A adoção das Normas Internacionais de Relatórios Financeiros não é meramente um exercício técnico envolvendo o reordenamento de informações e reclassificações nas demonstrações contábeis. A conversão irá desafiar os fundamentos de um modelo de negócios até então existente nas pequenas e médias empresas. Será uma oportunidade ímpar para reexaminar a sua administração através da maneira de reportar os seus gerenciamentos internos.

Isso afetará a maneira como as empresas se apresentam ao mercado. Quem não o fizer, ficará preso em um mundo antigo. Claro que isso aumentará as despesas, mas por outro lado reduzirá a já conhecida fragilidade das pequenas e médias companhias. Gasta-se mais, mas também se ganha em credibilidade. Isso facilitará e diminuirá custos de um financiamento, por exemplo.

Os investidores estrangeiros prezam muito a contabilidade. Estar adaptado a estes padrões ajudará a atrair parcerias, joint ventures e fundos de private equity, por exemplo. Demonstrações contábeis bem elaboradas e que trazem informações importantes, servem como base para a tomada de decisões por bancos, futuros sócios, governo etc.

É um desafio e tanto. Diferente do IFRS para as grandes companhias, ninguém está obrigado a embarcar nessa. Mas quem insistir em ficar estagnado no tempo poderá perder o bonde da história. O mesmo serve para os contadores e auditores. Neste caso, a atualização é mais do que obrigatória. É uma questão de sobrevivência.
Passada esta transição, o Brasil estará em outro patamar. Nossas tão valentes pequenas e médias empresas estarão com os alicerces prontos para sustentar um avanço da economia e grandes taxas de crescimento.

A adaptação pode ser uma fase difícil, mas é necessário atravessá-la, pois o pote de ouro está do outro lado dessa ponte.

Fonte: DCI – SP

DEMOSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCICIO (D.R.E.)

CONTABILIDADE I (CONCEITOS BÁSICOS)

UNIDADE XI – Demonstração do Resultado do Exercício
1. Conceito

A Demonstração de Resultado do Exercício é um relatório contábil que evidencia a situação econômica da entidade. Através dessa demonstração, pode-se verificar o Resultado que a entidade obteve (lucro ou prejuízo) no desenvolvimento de suas atividades, durante um determinado período, geralmente igual a 1 (um) ano.

2. Demonstração do Resultado do Exercício segundo a Lei nº 6.404/76

Segundo o artigo 187 da Lei nº 6.404/76, a Demonstração do Resultado do Exercício discriminará a receita bruta das vendas e dos serviços; as deduções, os abatimentos e os impostos incidentes sobre vendas; a receita líquida das vendas e dos serviços; o custo das mercadorias vendidas e dos serviços prestados e o lucro bruto; as despesas operacionais (despesas com vendas, despesas financeiras subtraídas das receitas financeiras, despesas gerais e administrativas e outras Despesas operacionais); outras receitas operacionais; o lucro ou prejuízo operacional; as Despesas e as Receitas não operacionais; o Resultado do Exercício antes das Provisões para Contribuição Social e para o imposto de renda; as Participações no Resultado do Exercício; o Lucro ou Prejuízo Líquido do Exercício e o seu montante por ação do capital social.

3. Estudo dos componentes da Demonstração do Resultado do Exercício:

Receita Operacional Bruta ou Receita Bruta de Vendas

Neste item deverão figurar os saldos das seguintes contas:

- Vendas de Mercadorias (empresas comerciais);
- Vendas de Produtos (empresas industriais);
- Receitas de Serviços (empresas prestadoras de serviços).
Convém ressaltar que o valor da Receita Operacional Bruta, devidamente contabilizado numa das três contas citadas, corresponde ao valor da venda constante da Nota Fiscal respectiva. Nesse total está incluído o valor do ICMS e do ISS (se houver) e excluído o valor do IPI. O IPI incidente sobre as vendas deve ser contabilizado diretamente a crédito de uma conta de obrigação (IPI a Recolher).

Deduções e Abatimentos

Neste item incluem-se todos os valores que devem ser abatidos do valor da Receita Operacional Bruta, como:
- Vendas anuladas;
- Descontos Incondicionais Concedidos (quando contabilizados);
- ICMS sobre Vendas;
- PIS sobre Faturamento;
- Contribuição Social sobre o Faturamento (COFINS);
- ISS (empresas prestadoras de serviços).

Receita Operacional Líquida ou Receita Líquida de Vendas
Corresponde ao valor da Receita Operacional Bruta, deduzidas as Vendas Anuladas, os Descontos Incondicionais Concedidos, o ICMS sobre Vendas, o PIS sobre faturamento, o COFINS e o ISS.

Custos Operacionais

Neste item figuram as seguintes contas. Cujos saldos deverão ser subtraídos da Receita Operacional Líquida:

- Custo de Mercadorias Vendidas (empresas comerciais);
- Custo dos Produtos Vendidos (empresas industriais);
- Custos dos Serviços Vendidos (empresas prestadoras de serviços).
O custo das Mercadorias Vendidas corresponde ao estoque inicial de Mercadorias, mais as compras de Mercadorias, mais os Fretes, Seguros, Impostos e Taxas incidentes sobre as Compras e não recuperáveis, menos o estoque final de Mercadorias.
O custo dos Produtos Vendidos corresponde ao estoque Inicial de Produtos acabados, mais o Custo da Produção Acabada no Período, menos os estoque final de Produtos Acabados.
O custo dos Serviços Prestados equivale à soma dos valores gastos em decorrência da prestação dos serviços.

Lucro Bruto

Este item corresponde à Receita Operacional Líquida da qual foram deduzidos os Custos Operacionais. Representa o resultado obtido nas operações objeto da exploração principal da empresa.
Numa empresa comercial, o Lucro Operacional Bruto corresponde ao lucro apurado nas transações de compra e venda de mercadorias. Os lucros obtidos em aplicações financeiras ou nas vendas de outros bens, por exemplo, não fazem parte deste cáculo.

Despesas Operacionais

Neste item são demonstradas todas as Despesas Operacionais incorridas no período, agrupadas em Despesas com as Vendas, Despesas Financeiras deduzidas das Receitas Financeiras, Despesas Gerais e Administrativas e outras Despesas Operacionais.

Outras Receitas Operacionais

Este item corresponde às demais Receitas, exceto as financeiras, como Receitas de Aluguéis, Variações Monetárias Ativas, Receitas de Participações Societárias. Receitas Eventuais etc.

Lucro Operacional

Corresponde ao lucro obtido no confronto entre o Lucro Bruto acrescido das demais Receitas Operacionais e deduzido das demais Despesas Operacionais.
Quando o total dos Custos Operacionais mais as Despesas Operacionais for superior ao total da Receita Operacional Líquida mais as demais Receitas Operacionais, esse resultado corresponderá a prejuízo. Logo, a sua denominação será Prejuízo Operacional.

Receitas Não-Operacionais

Segundo a legislação tributária, este item compreende apenas as Receitas provenientes de transações não-incluídas nas atividades principais ou acessórias que constituem objeto da empresa, como os ganhos de Capital obtidos pela alienação de bens ou de direitos do Ativo Permanente.

Despesas Não-Operacionais

Segundo a legislação tributária, incluem apenas aquelas que resultam de transações não-incluídas nas atividades principais ou acessórias da empresa, como perdas sofridas em função de alienação, desapropriação, baixa por perecimento, extinção, desgaste, obsolescência e exaustão por liquidação de bens ou de direitos do Ativo Permanente.

Resultado do Exercício antes da Provisão para o Imposto de Renda

Corresponde ao Lucro ou Prejuízo Operacional mais ou menos as Receitas Não-Operacionais, mais ou menos as Despesas Não-Operacionais.

Provisão para Contribuição Social

As bases para cálculo dessa provisão, bem como as alíquotas, desde a sua criação através da Constituição de 1988, têm sofrido constantes alterações através da legislação tributária. Desta forma, é conveniente consultar o Regulamento do Imposto de Renda para aplicar os critérios em vigor em cada ano.
Para fins didáticos, consideraremos, nesta obra, a alíquota de 10% a ser calculada sobre o Resultado do Exercício, antes dos cálculos das provisões.

Provisão para o Imposto de Renda

Essa provisão é calculada com base no Lucro Real.
O Lucro Real é, de acordo com a legislação tributária, o Lucro Líquido do Exercício ajustado pelas adições, exclusões ou compensações prescritas ou do Exercício ajustado pelas adições, exclusões ou compensações prescritas ou autorizadas por essa mesma legislação. O Lucro Real é determinado com base na escrituração que o contribuinte deve manter, observando as leis comerciais e fiscais, sendo demonstrado no Livro de Apuração do Lucro Real – LALUR.
A alíquota, bem como a base (Lucro Real) para cálculo dessa provisão, é sempre conveniente consultar o Regulamento do Imposto de Renda para verificar os critérios em vigor em cada ano.

Resultado do Exercício após o Imposto de Renda

Corresponde ao Resultado do Exercício antes da Provisão para o Imposto de Renda, deduzido da Provisão para Contribuição Social e da Provisão para o Imposto de Renda.

Participações

As participações correspondem a parcelas do Resultado do Exercício destinadas aos proprietários de Debêntures, empregados, administradores, partes beneficiárias, instituições ou fundos de assistência ou previdência de empregados.

Lucro ou Prejuízo Líquido do Exercício

Corresponde ao Lucro Líquido após o Imposto de Renda, deduzido das Participações. No caso de o Resultado do Exercício corresponder a prejuízo, ele será denominado Prejuízo Líquido do Exercício.

Lucro ou Prejuízo Líquido por Ação do Capital

Neste item será informado o valor do Lucro Líquido do Exercício ou do Prejuízo Líquido do Exercício corresponde a cada ação em circulação que compõe o Capital da sociedade (quando se tratar de Sociedades por Ações).
Nas entidades onde existem ações de classes e espécies diversas, os critérios utilizados para os cálculos deverão ser informados em Notas Explicativas.

4. Modelo

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO

Ordemxx Valorxx
1
Receita Operacional Bruta
 Venda de Mercadorias e/ou Prestação de Serviços….
1
2 Deduções e Abatimentos
 Vendas Anuladas………………………………………………X
 Descontos Incondicionais Concedidos…………………X
 Impostos e Contribuições sobre Vendas

2
3 Receita Operacional Líquida (1-2)……………………………………. 3
4 Custos Operacionais
 Custo das Mercadorias Vendidas e/ou Custo dos Serviços Prestados…………………………………………………

4
5 Lucro Bruto (3-4) ……………………………………………………………. 5
6 Despesas Operacionais
 Despesas com Vendas………………………………………….X
 Despesas Financeiras………………………..X
 (-) Receitas Financeiras……………………(X)……………..X
 Despesas Gerais e Administrativas………………………..X
 Outras Despesas Operacionais………………………………X

6
7 Outras Receitas Operacionais…………………………………………… 7
8 Lucro ou Prejuízo Operacional (5 – 6 + 7)………………………… 8
9 Receitas não operacionais…………………………………………………. 9
10 Despesas não operacionais……………………………………………….. 10
11 Resultado do Exercício antes do Imposto de Renda (8 + 9 – 10) 11
12 Provisão para Contribuição Social………………………………………….. 12
13 Provisão para o Imposto de Renda…………………………………………. 13
14 Resultado do Exercício após o Imposto de Renda (11 – 12 – 13) 14
15 Participações
 Debêntures……………………………………………………………X
 Empregados………………………………………………………….X
 Administradores……………………………………………………X
 Partes Beneficiárias……………………………………………….X
 Contribuições para Instituições ou Fundos de Assistência ou Previdência de Empregados…………….X

15
16 Lucro ou Prejuízo Líquido do Exercício (14 – 15)……………………. 16
17 Lucro ou Prejuízo Líquido por ação do capital……………………….. 17

ESTUDO DIRIGIDO

Nos quesitos 1 e 2, marque a alternativa correta.

1. A forma de apresentação do Resultado do Exercício é:
a. horizontal.
b. a 1ª parte horizontal (lucro bruto) e a 2ª parte vertical (lucro líquido).
c. a 1ª parte vertical (lucro bruto) e a 2ª parte horizontal (lucro líquido).
d. vertical.

2. Lucro Bruto é resultante da operação:
a. Receita Bruta de Vendas ou Serviços acrescidos dos Impostos.
b. Receita Bruta de Vendas ou Serviços deduzida das Deduções ou Abatimentos sobre Vendas.
c. Receita Líquida de Vendas diminuída da Receita Bruta de Vendas.
d. Receita Líquida de Vendas deduzida do Custo das Mercadorias Vendidas.

3. Explique a diferença entre receita operacional bruta e receita operacional líquida.

4. Qual a diferença entre despesas operacionais e despesas não operacionais?

5. Qual a diferença entre o lucro bruto, lucro operacional e lucro líquido?

ATIVIDADES PRÁTICAS

Com base na relação de Contas a seguir, extraída do livro Razão da empresa Moura Ribeiro S/A, em 31/12/x5, na qual constam Contas já encerradas (Contas de Resultado) e abertas (Contas Patrimoniais), elaborar a Demonstração do Resultado do Exercício.

1 – Vendas ….. 1.929.975
2 – Impostos e Contribuições sobre Vendas……………… 496.000
3 – Custo das Mercadorias Vendidas (CMV) ……………… 336.500
4 – Fretes e Carretos ……………………………………………… 30.000
5 – Despesas com Créditos de Liquidação Duvidosa … 6.000
6 – Juros Passivos. ………………………………………………….. 5.000
7 – Juros Ativos. ……………………………………………………… 45.000
8 – Aluguéis Passivos. …………………………. ………. 139.000
9 – Amortização. ……………………………………………………… 11.925
10 – Depreciação. ……………………………………………………… 225.250
11 – Encargos Sociais. ………………………………………………. 71.000
12 – Material de Expediente. …………………………………….. 25.000
13 – Prêmios de Seguro. ………………………………………….. 15.000
14 – Salários. …………………………………………………………… 200.000
15 – Provisão para Contribuição Social. …………………… 37.663
16 – Provisão para Imposto de Renda. …………………….. 94.159
17 – Número de ações em circulação que compõem o Capital Social, para cálculo do Lucro
Líquido por Ação do Capital: 1.650.000 ações.

NOTAS:

Para obter o valor do Lucro ou Prejuízo Líquido por ação do Capital, geralmente divide-se o Lucro ou Prejuízo Líquido apurado pelo número de ações em circulação que compõem o Capital da sociedade. È preciso ressaltar, no entanto, que, quando o Capital da empresa for composto por ações de
espécie e classes variadas, cujos direitos e vantagens sejam diferenciados, o valor do Lucro ou Prejuízo
Líquido por ação deverá ser discriminado de acordo com as classes existentes. Neste caso, os critérios
utilizados para cálculo deverão ser devidamente informados em Notas Explicativas.
Se a empresa possuir ações em Tesouraria, elas deverão ser excluídas do montante das ações pa
ra cálculo do Lucro ou Prejuízo por ação.

Para elaborar a Demonstração do Resultado do Exercício, devemos reunir as Contas de Despesas e de Receitas em seus respectivos grupos, conforme consta da própria Demonstração.
Ate que você consiga fazer os agrupamentos automaticamente, sugerimos que consulte o Plano de Contas.

Veja como agrupamos as referidas Contas para solução deste Exemplo Prático:

Despesas com Vendas

- Fretes e Carretos. ………………………………………………………………………………………… 30.000
- Despesas com Créditos de Liquidação Duvidosa. …………………………………………….. 6.000
Total. ……………………………………………………………………………………………………….. 36.000

Despesas Financeiras
- Juros Passivos. …………………………………………………………………………………………… 5.000

Receitas Financeiras
- Juros Ativos. ………………………………………………………………………………………………. 45.000

Despesas Gerais e Administrativas

- Aluguéis Passivos. ………………………………………………………………………………………. 139.000
- Encargos Sociais. ………………………………………………………………………………………… 71.000
- Material de Expediente. ……………………………………………………………………………… 25.000
- Prêmios de Seguro. …………………………………………………………………………………….. 15.000
- Salários. ……………………………………………………………………………………………………. 200.000
- Depreciação. ……………………………………………………………………………………………… 225.250
- Amortização. ………………………………………………………………………………………………. 11.925
Total. ………………………………………………………………………………………………………… 687.175

NOTA:
Com relação às Despesas com Pessoal (Salários, Encargos etc.), quando não houver nas Práticas
Informação que nos permita identificar a origem de tais Despesas – se relativas a Vendas ou Administrativas -, didaticamente elas poderão ser consideradas Administrativas.

PROCEDIMENTOS PARA ELABORAÇÃO DO BALANÇO

LEVANTAMENTO DO BALANÇO ANUAL

01.-.CONSIDERAÇÕES INICIAIS:
O levantamento do balanço anual envolve uma série de cuidados com a escrituração contábil que muitas vezes não são observados com o mesmo rigor técnico nos demais meses do ano.
O presente texto tem por finalidade auxiliar o contabilista na checagem dos procedimentos e tarefas necessários para a preparação da escrituração, o encerramento das contas de resultado e o levantamento das demonstrações contábeis.

01.1 – FINAL DO EXERCÍCIO

Ao término do exercício, como se faz em todos os meses, procede-se ao levantamento do balancete de verificação, com o objetivo de conhecer os saldos das contas do razão e conferir sua exatidão.(CONFERIR O RAZÃO)

No balancete são relacionadas todas as contas utilizadas pela empresa, quer patrimoniais quer de resultado, demonstrando seus débitos, créditos e saldos.(CONTAS PATRIMONIAIS E DE RESULTADO)

As contas do balancete, no fim do exercício, sejam patrimoniais ou de resultado, nem sempre representam, entretanto, os valores reais do patrimônio, naquela data, nem as variações patrimoniais do exercício, porque os registros contábeis não acompanham a dinâmica patrimonial no mesmo ritmo em que ela se desenvolve.

Desta forma, muitos dos componentes patrimoniais aumentam ou diminuem de valor, sem que a contabilidade registre tais variações, bem como muitas das receitas e despesas, recebidas ou pagas durante o exercício, não correspondem realmente aos ingressos e ao custo do período.

02.LEVANTAMENTO DE BALANÇO EM 31 DE DEZEMBRO:

A fixação da data de 31 de dezembro para o levantamento do balanço anual provém da legislação fiscal, cujo art. 274 do RIR/99 determina, para as pessoas jurídicas alancete de tributadas pelo imposto de Renda com base no lucro real, que, ao final de cada período de incidência do imposto, apure o lucro líquido mediante a elaboração, com observância das disposições das leis comerciais. Com o balanço patrimonial, demonstração do resultado do período de apuração e da demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados.
Por um questão de bom senso e economia, as empresas que não tenham qualquer impedimento operacional à fixação da data do término do exercício social em 31 de dezembro, adotam essa data e assim atendem conjuntamente às legislações societárias e fiscal.

03.-.O Balancete de Verificação:

Mensalmente, estando finalizado o processo de escrituração contábil, levanta-se o balancete de verificação, para que sejam checados os saldos das contas e iniciado o processo de conciliação.

04.-.Função da Conciliação:

O lançamento contábil compreende a data do fato, as contas debitadas e creditadas os valores a débito e a crédito e o histórico.
A função da conciliação é identificar se todo os elementos do lançamento estão corretos e proporcionar meios para correção.
Por meio da conciliação devem ser verificados:

a).Em nível de conta ou grupo de contas:
a.1) se a conta apresenta saldo e movimento compatível com sua natureza devedora ou credora com o item do patrimônio ou do resultado que a conta representa, inclusive em relação aos montantes lançados a débito e a crédito;
a.2).Se todos os registros efetuados na conta são próprios dela, ou seja, se estão alocados adequadamente;

b) Em nível de lançamento ou registro se:

b.1) está alocado na conta correta;
b.2) foi efetuado na data correta;
b.3) O valor está correto;
b.4).foi utilizado histórico adequado, que evidencie o fato de forma clara e concisa.

4.01 – AJUSTES DE CONTAS PATRIMONIAIS E DE RESULTADO

Daí a necessidade de se proceder ao ajuste das contas patrimoniais e de resultado, na data do levantamento do balanço, para que elas representem, em realidade, os componentes do patrimônio nessa data, bem como suas variações no exercício(LEVANTAMENTO DAS CONTAS PATRIMONIAIS E DE RESULTADO COM SALDOS REAIS).

4.02 – CONCILIAÇÕES DOS SALDOS CONTÁBEIS

A conciliação consiste, basicamente, na comparação do saldo de uma conta com uma informação externa à contabilidade, de maneira que se possa ter certeza quanto à exatidão do saldo em análise. (ANALISE DOS SALDOS CONTÁBEIS COM RELATÓRIOS ADMINISTRATIVOS)

As fontes de informações mais usuais para verificação dos registros contábeis são os livros fiscais, os extratos bancários, as posições de financiamentos e carteiras de cobranças, as folhas de pagamento, os controles de caixa, etc.

05 – AJUSTES E RECLASSIFICAÇÕES PATRIMONIAIS

Para elaboração do balanço devem ser efetuados vários ajustes e reclassificações nas contas patrimoniais, entre os mais comuns são:

1 – na data da elaboração do balanço (geralmente 31 de dezembro), prepara-se o balancete de verificação, da mesma forma ao que se faz mensalmente;

2 – confronta-se o saldo de cada conta do razão com os livros auxiliares tais como: livro caixa, contas correntes, registro de duplicatas, fichas de estoques de mercadorias, fichas de controle do ativo permanente;

3 – elabora-se o inventário dos materiais, de mercadorias, dos produtos manufaturados, dos produtos em elaboração, dos móveis e utensílios, das máquinas e equipamentos, das duplicatas a receber e a pagar, dos devedores e credores em contas correntes, e de outros componentes patrimoniais suscetíveis de serem inventariados;

4 – após elaborar o inventário, confrontam-se seus totais com os saldos das respectivas contas e dos registros específicos de cada bem. Caso sejam constatadas divergências, e apuradas suas causas, deve-se proceder aos ajustes;

5 – efetua-se os cálculos de depreciação dos bens, procedendo-se aos respectivos lançamentos. Nas empresas que apuram custos mensais, as depreciações são apropriadas mensalmente;

6 – procede-se à regularização das contas de despesas dos exercícios seguintes (seguros a apropriar, assinaturas de periódicos, etc.)

7 – apura-se o resultado da conta de mercadorias, transferindo-o para a conta de resultados;

8 – ajusta-se outras contas patrimoniais, como os investimentos (cálculo da Equivalência Patrimonial), transferência das parcelas a vencer no exercício seguinte do exigível a longo prazo para o circulante, variações cambiais e monetárias sobre os valores a receber e pagar (do tipo empréstimos bancários), apropriação dos juros sobre aplicações financeiras, etc.

06 – CÁLCULO DAS PARTICIPAÇÕES NO RESULTADO

Algumas empresas destinam parte de seus lucros aos empregados, aos administradores, aos detentores de partes beneficiárias. Tais valores devem ser contabilizados no encerramento do exercício.

07 – PROVISÃO DO IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO

Calcula-se a provisão para o Imposto de Renda e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, de acordo com as normas tributárias vigentes, fazendo-se a respectiva contabilização.

Content Protected Using Blog Protector By: PcDrome.

Warning: Unknown: open(/var/tmp/sessions/sess_ourdsb75ldnftv65qj4la3pf86, O_RDWR) failed: Disk quota exceeded (122) in Unknown on line 0

Warning: Unknown: Failed to write session data (files). Please verify that the current setting of session.save_path is correct (/var/tmp/sessions) in Unknown on line 0