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RETENÇÃO NA FONTE – PIS/COFINS/CSLL Tratamento Contábil

1. PREVISÃO LEGAL DE DESCONTO
De acordo com a Instrução Normativa SRF nº 381/2003, os pagamentos efetuados pelas pessoas jurídicas a outras pessoas jurídicas de direito privado, pela prestação de serviços de limpeza, conservação, manutenção, segurança, vigilância, transporte de valores e locação de mão-de-obra, pela prestação de serviços de assessoria creditícia, mercadológica, gestão de crédito, seleção e riscos, administração de contas a pagar e a receber, bem como pela remuneração de serviços profissionais, estão sujeitos à retenção na fonte ao percentual de 4,65% à título de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS) e da Contribuição para o PIS/PASEP.

2. TRATAMENTO CONTÁBIL
As contribuições sociais descontadas na fonte sobre os serviços prestados por pessoa jurídica a outra pessoa jurídica será considerado como antecipação das contribuições ao PIS/COFINS/CSLL devido pela prestadora do serviço.

Desta forma, o PIS/COFINS/CSLL, na pessoa jurídica prestadora do serviço, assumem características de um direito a ser compensável, e assim sendo será classificado no Ativo Circulante como contribuições a recuperar.

Por outro lado, na pessoa jurídica tomadora do serviço, que tem a obrigatoriedade de reter e recolher as contribuições sociais devidas sobre o valor do serviço a ser pago, os valores retidos serão tratados como uma obrigação, e assim será classificado no Passivo Circulante como contribuições sociais a recolher.

3. EXEMPLO
Considerando-se que determinada pessoa jurídica “A” tenha emitido uma Nota Fiscal de prestação de serviços para outra pessoa jurídica “B”, com os seguintes dados:
- Valor da Nota Fiscal: R$ 4.500,00
- Valor do PIS/COFINS/CSLL a ser retido no pagamento da Nota Fiscal: (4,65% de R$ 4.500,00) R$ 209,25
Nota: (PIS = 0,65% de R$ 4.500,00 = R$ 29,25; COFINS = 3% de R$ 4.500,00 = R$ 135,00 e CSLL = 1% de R$ 4.500,00 = R$ 45,00)

I – Tratamento contábil na pessoa jurídica “A” – prestadora do serviço:

a) Pelo registro da Nota Fiscal:
D – CLIENTES (Ativo Circulante)
C – RECEITAS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS (Resultado) R$ 4.500,00

b) Pelo recebimento do valor do cliente:
D – CAIXA/BANCO (Ativo Circulante) R$ 4.290,75
D – PIS A RECUPERAR (Ativo Circulante) R$ 29,25
D – COFINS A RECUPERAR (Ativo Circulante) R$ 135,00
D – CSLL A RECUPERAR (Ativo Circulante)R$ 45,00
C – CLIENTES (Ativo Circulante)R$ 4.500,00

c) Pela compensação das contribuições sociais retidas com os valores apurados pela empresa, a título de PIS, COFINS e CSLL:
D – PIS A RECOLHER (Passivo Circulante)
D – COFINS A RECOLHER (Passivo Circulante)
D – CSLL A RECOLHER (Passivo Circulante)
C – PIS A RECUPERAR (Ativo Circulante) R$ 29,25
C – COFINS A RECUPERAR (Ativo Circulante) R$ 135,00
C – CSLL A RECUPERAR (Ativo Circulante)R$ 45,00

Nota: Apenas exemplificamos o lançamento contábil, não considerando os valores das contribuições devidas, apurados pela empresa.

II – Tratamento contábil na pessoa jurídica “B” – tomadora do serviço:

a) Pelo registro da Nota Fiscal:
D – DESPESAS ADMINISTRATIVAS (Resultado)
C – FORNECEDORES (Passivo Circulante) R$ 4.500,00

b) Pelo pagamento do valor ao fornecedor:
D – FORNECEDORES (Passivo Circulante)R$ 4.500,00
C – CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS A RECOLHER (Passivo Circulante) R$ 209,25
C – CAIXA/BANCO (Ativo Circulante) R$ 4.290,75

c) Pelo recolhimento das contribuições sociais:
D – CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS A RECOLHER (Passivo Circulante)
C – CAIXA/BANCO (Ativo Circulante) R$ 209,25

Empresas Prestadoras de Serviços – Retenção na Fonte – PIS / COFINS / CSLL

(MP 135/03, Lei 10.833/03 e IN 381/03) – Colaboração LOPES PINTO, NAGASSE E SERAFINO | advogados

Empresas Prestadoras de Serviços – Retenção na Fonte – PIS / COFINS / CSLL (MP 135/03, Lei 10.833/03 e IN 381/03)

Com o advento da Lei n. 10.833/2003 (conversão em lei da MP 135/03), a partir de 01.02.2004 teve início a retenção de 4,65% incidente sobre o total da Nota Fiscal Fatura das empresas prestadoras de serviços, quando pagas por pessoas jurídicas tomadoras dos referidos serviços, a título de PIS, COFINS e CSLL (0,65%, 3% e 1%, respectivamente).

Tal retenção, nos termos da lei, é exclusiva a pagamentos efetuados pelas pessoas jurídicas a outras pessoas jurídicas de direito privado, pela prestação de serviços de limpeza, conservação, manutenção, segurança, vigilância, transporte de valores e locação de mão-de-obra, pela prestação de serviços de assessoria creditícia, mercadológica, gestão de crédito, seleção e riscos, administração de contas a pagar e a receber, bem como pela remuneração de serviços profissionais.

Apenas para o caso de pessoa jurídica beneficiária de isenção, na forma da legislação específica, as contribuições isentas poderiam deixar de ser retidas, devendo a retenção dar-se-á mediante a aplicação da alíquota específica correspondente às contribuições não alcançadas pela isenção.

Os valores retidos na forma da lei deverão ser considerados como antecipação do que for devido pelo contribuinte que sofreu a retenção, devendo o contribuinte, à época do recolhimento dos tributos, fazer a compensação.

Em seqüência, foi editada a Lei n. 10.925/2004, a qual introduziu novas modificações quanto à retenção do PIS/COFINS/CSLL na fonte. Tal norma dispensou a retenção na fonte em situações onde o valor dos pagamentos efetuados pela pessoa jurídica tomadora dos serviços (contratante) à mesma pessoa jurídica prestadora (contratada) for igual ou inferior a R$ 5.000,00.

Logo, quando a Nota Fiscal indicar valor inferior a R$ 5.000,00, a fonte pagadora não deverá reter PIS, COFINS e CSLL na fonte. Entretanto, deve-se atentar para o fato de que, caso haja mais de uma emissão de nota fiscal no mesmo mês calendário, o limite de R$ 5.000,00 vale para a somatória das notas fiscais emitidas pelo mesmo contribuinte no mesmo mês.

Vale salientar que embora o controle do limite de R$ 5.000,00 seja calculado por mês, caso haja retenção das contribuições na fonte, os valores deverão ser recolhidos até o último dia útil da semana subseqüente à quinzena em que ocorrido o referido pagamento.

PIS – COFINS E CSLL SOBRE NOTAS FISCAIS DE SERVIÇO

A Lei 10.833/2003, publicada nos últimos dias de 2003, trouxe mudanças significativas a respeito de retenções na fonte de PIS, COFINS e CSLL(Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido).

A De Paula promoveu palestra sobre o Assunto no dia 29/01/2004. Veja detalhes.

INCIDÊNCIA
Quando houver pagamento de uma Pessoa Jurídica a outra Pessoa Jurídica, exceto às optantes pelo SIMPLES Federal, a título de prestação de serviços de:
- limpeza, conservação e manutenção;
- segurança;
- vigilância;
- transporte de valores;
- locação de mão-de-obra;
- assessoria creditícia, mercadológica, gestão de crédito, seleção e riscos (empresas de análises financeiras e pesquisa de mercado);
- administração de contas a pagar e a receber;
- serviços profissionais (médico, contador, advogado, engenheiro, despachante, etc.)
Obs.: Haverá a retenção mesmo nos pagamentos efetuados por: Associações, Sociedades Simples, Cooperativas, Fundações de Direito Privado, Condomínios, exceto empresas optantes pelo SIMPLES Federal, mediante comprovação pela declaração de que trata o anexo I da IN SRF-381/2003.
PERCENTUAL DAS RETENÇÕES
Deverá obedecer os seguintes percentuais:
- PIS: 0,65%;
- COFINS: 3%;
- CSLL: 1%;

Ao contrário do Imposto de Renda sobre serviços retido em NF, as novas retenções deverão ser efetuadas mesmo que os valores sejam inferiores a R$ 10,00. Neste caso o montante será acumulado com retenções futuras.

Obs.: quando não houver a incidência de recolhimento de um ou mais tributos em questão, também estará dispensada a retenção destes tributos que não incidem, como no caso de prestação de serviços p/ Itaipu Binacional, não há incidência de PIS e COFINS, entretanto há a incidência de CSLL, então na Nota Fiscal haverá a retenção de CSLL e de IRRF.

RESPONSÁVEL PELA RETENÇÃO E RECOLHIMENTO
O responsável é a Pessoa Jurídica que contratar o serviço, e efetuar o pagamento. Caso a NF do fornecedor não venha com o destaque e desconto das contribuições, é conveniente devolver a nota para a retificação, incluindo-se os descontos. Não sendo possível esse procedimento, efetuar o pagamento considerando-se o desconto pagando apenas o valor líquido resultante, alertando o fornecedor do serviço que aquele valor descontado poderá ser deduzido, por ocasião do pagamento dos respectivos tributos.

PRAZO PARA O RECOLHIMENTO DAS CONTRIBUIÇÕES RETIDAS
Os valores retidos devem ser recolhidos até o 3º (terceiro) dia útil da semana seguinte às retenções. Os recolhimento serão centralizados na matriz da empresa tomadora dos serviços e recolhidos englobadamente, isto é, recolhidos em um único documento (DARF) relativo às retenções de todos os fornecedores de serviços sujeitos à retenção efetuadas na semana anterior.

QUANDO ENTRAM EM VIGOR AS NOVAS RETENÇÕES?
Vigorará a partir de 1º de fevereiro de 2004.
Para melhor entendimento, segue abaixo quatro exemplos, demonstrando o que deve constar no corpo da Nota Fiscal do fornecedor do serviço sujeito à retenção:

EXEMPLOS DE RETENÇÃO
EXEMPLO 1
Prestação de Serviço de Despacho Aduaneiro (serviço profissional) no valor de R$ 1.000,00:
D-1121.0001 DUPLS A RECEBER AC R$……..1.000,00
C-6111.0021 VENDA DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS PC R$……..1.000,00
4223 N/ Venda de Prestação de Serviço neste mês 004 223

- Imposto de Renda Retido na Fonte (1,5%): 15,00
D-1141.0008 IRRF A RECUPERAR AC R$…………15,00
C-1121.0001 DUPLS A RECEBER AC R$…………15,00
1408 IRRF A RECUPERAR neste mês 053 004

- COFINS Retido na Fonte (3%): 30,00

D-1141.0004 COFINS A RECUPERAR AC R$…………30,00
C-1121.0001 DUPLS A RECEBER AC R$…………30,00
1404 COFINS A RECUPERAR neste mês 049 004

- PIS Retido na Fonte (0,65): 6,50
D-1141.0005 PIS A RECUPERAR AC R$……………6,50
C-1121.0001 DUPLS A RECEBER AC R$……………6,50
1405 PIS A RECUPERAR neste mês 050 004

- CSLL Reito na Fonte (1%): 10,00
D-1141.0007 CSLL A RECUPERAR AC R$…………10,00
C-1121.0001 DUPLS A RECEBER AC R$…………10,00
1407 CSLL A RECUPERAR neste mês 052 004

Valor Total da Nota Fiscal a Pagar: 938,50
D-1112.0001 BANCOS C/ MOVIMENTO AC R$………..938,50
C-1121.0001 DUPLS A RECEBER AC R$………..938,50
1502 N/ Rcto de Serviços de Despacho aduaneiro cf Dupl. neste mês 002 004

EXEMPLO 2

Prestação de Serviço de Comissão de Venda/Administração de Imóveis (serviço profissional) no valor de R$ 500,00 A PAGAR:
D-5114.0002 DESPESA ADMINISTRATIVA – Comissões AC R$……..,…500,00
D-2114.0001 FORNECEDORES PC R$…………500,00
Apropr. COMISSÃO DE VENDAS neste mês 196 104

- COFINS Retido na Fonte (3%) 15,00

D-2114.0001 FORNECEDORES PC R$…………30,00
C-2113.0004 COFINS A RECOLHER AC R$…………30,00
1604 N/ Desc. COFINS A RECOLHER neste mês 104 096

- PIS Retido na Fonte (0,65%) 3,25
D-2114.0001 FORNECEDORES AC R$……………3,25
C-2113.0005 PIS A RECOLHER AC R$……………3,25
1605 N/ Desc. PIS A RECOLHER neste mês 104 097

- CSLL Retido na Fonte (1%) 5,00
D-2114.0001 FORNECEDORES AC R$……………5,00
C-2113.0007 CSLL A RECOLHER AC R$……………5,00
1607 N/ Desc .CSLL A RECOLHER neste mês 104 099

Valor Total da Nota Fiscal a Pagar 476,75
D-2114.0001 FORNECEDORES PC R$………..476,75
C-1112.0001 BANCOS C/ MOVIMENTO AC R$………..476,75
2104 N/ pgto Comissões cf Dupl. neste mês 104 002

EXEMPLO 3
Prestação de Serviço de Elaboração Projeto de Engenharia (serviço profissional) p/ Itaipu Binacional no valor de R$ 2.000,00 A PAGAR:
D-5114.0002 DESPESA ADMINISTRATIVA – ENGENHARIA AC R$……..,…500,00
D-2114.0001 FORNECEDORES PC R$…………500,00
Apropr. SERVIÇOS DE ENGENHARIA neste mês 196 104

IRRF (1,5%): 30,00
D-2114.0001 FORNECEDORES PC R$…………30,00
C-2113.0009 IRRF A RECOLHER AC R$…………30,00
1609 N/ Desc. COFINS A RECOLHER neste mês 104 101

CSLL Retido na Fonte (1%): 20,00
D-2114.0001 FORNECEDORES PC R$…………20,00
C-2113.0007 CSLL A RECOLHER AC R$…………20,00
1607 N/ Desc. COFINS A RECOLHER neste mês 104 099

Valor Total da Nota Fiscal a Pagar: 1.950,00
D-2114.0001 FORNECEDORES PC R$………..450,00
C-1112.0001 BANCOS C/ MOVIMENTO AC R$………..450,00
2104 N/ pgto SERV. ENGENHARIA cf Dupl. neste mês 104 002

EXEMPLO 4
Prestação de Serviço Médico (serviço profissional) no valor de R$ 1.200,00 A PAGAR:
D-5114.0002 DESPESA ADMINISTRATIVA – MÉDICO AC R$……..,..1.200,00
D-2114.0001 FORNECEDORES PC R$……..,..1.200,00
Apropr. SERVIÇOS MEDICO neste mês 196 104

IRRF (1,5%) 18,00
D-2114.0001 FORNECEDORES PC R$…………18,00
C-2113.0009 IRRF A RECOLHER AC R$…………18,00
1609 N/ Desc. COFINS A RECOLHER neste mês 104 101

PIS Retido na Fonte (0,65%) 7,80
D-2114.0001 FORNECEDORES AC R$……………7,80
C-2113.0005 PIS A RECOLHER AC R$……………7,80
1605 N/ Desc. PIS A RECOLHER neste mês 104 097

COFINS Retido na Fonte (3%) 36,00
D-2114.0001 FORNECEDORES PC R$…………36,00
C-2113.0004 COFINS A RECOLHER AC R$…………36,00
1604 N/ Desc. COFINS A RECOLHER neste mês 104 096

CSLL Retido na Fonte (1%) 12,00
D-2114.0001 FORNECEDORES PC R$…………12,00
C-2113.0007 CSLL A RECOLHER AC R$…………12,00
1607 N/ Desc. COFINS A RECOLHER neste mês 104 099

Valor Total da Nota Fiscal a Pagar 1.126,20
D-2114.0001 FORNECEDORES PC R$………1.126,20
C-1112.0001 BANCOS C/ MOVIMENTO AC R$………1.126,20
2104 N/ pgto SERV. ENGENHARIA cf Dupl. neste mês 104 002

OBSERVAÇÕES FINAIS:
1) Não se trata de novo tributo, apenas de novas obrigações acessórias.

2) A empresa prestadora do serviço e que teve as contribuições retidas (descontadas), poderá deduzí-las na ocasião do pagamento das respectivas contribuições.

Exemplo: empresa de informática (venda e serviços) teve um total de notas fiscais de serviço, todas com retenção, no valor de R$ 10.000,00 e R$ 5.000,00 de vendas de mercadorias no mês de Fevereito de 2004, com isso tem-se no final do mês a seguinte situação com relação ao COFINS: Valor a Receber

Valor total da Receita de serviços: R$ 10.000,00
D-1121.0001 DUPLS A RECEBER AC R$…….10.000,00
C-6111.0021 VENDA DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS PC R$…….10.000,00
4223 N/ Venda de Prestação de Serviço neste mês 004 223

Valor total da Receita venda de mercadorias: R$ 5.000,00
D-1121.0001 DUPLS A RECEBER AC R$…….10.000,00
C-6111.0021 VENDA DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS PC R$…….10.000,00
4217 N/ Venda de Prestação de Serviço neste mês 004 217

COFINS retido na Fonte (3%) R$ 300,00
D-1141.0004 COFINS A RECUPERAR AC R$………..300,00
C-1121.0001 DUPLS A RECEBER AC R$………..300,00
1404 COFINS A RECUPERAR neste mês 049 004

Receita Bruta Total: R$ 15.000,00 – COFINS devido no mês: R$ 450,00
D-5115.0016 COFINS PC R$………..450,00
C-2113.0004 COFINS A RECOLHER AC R$………..450,00
1514 Apropr..COFINS A RECOLHER neste mês 307 096

COFINS a recolher no mês (devido-retido) = (R$ 450,00 – R$ 300,00) = R$ 150,00
D-2113.0004 COFINS A RECOLHER PC R$………..450,00
C-1112.0001 BANCOS C/ MOVIMENTO AC R$………..450,00
2096 N/ pgto da COFINS cf. DARF. neste mês 096 002

RETENÇÃO E COMPENSAÇÃO D0 PIS SOBRE O FATURAMENTO DO MÊS

Apropriação PIS sobre a VENDA DE SERVIÇOS PRESTADOS neste mês R$ 105.696,80 – alíquota da empresa 1,65%: R$ 1.743,99 – 31 de janeiro de 200X:

1)- Apropriação da venda a prazo:
D-1221.0001 059 Duplicatas a Receber AC R$ 105.696,80
C-6111.0021 223 Venda de Serviços Prestados CR R$ 105.696,80
4223 N/ VENDA DE SERVIÇOS PRESTADOS, neste mês 059 223

2) Pela apropriação efetiva do PIS:
D-5115.0012 229 PIS CR R$ 1.743,99
C-2113.0005 097 PIS a Recolher PC R$ 1.743,99
1513 Apropr. PIS neste mês 229 097

3) Pelo PIS retido sobre o faturamento:
D-1141.0005 050 PIS a Recuperar S /FATURAS CR R$ … 560,0
C-1221.0001 059 Duplicatas a Receber PC R$ … 560,0
1405 PIS RETIDO s/ Notas Fiscais de Serviço neste mês 050 059

4)Pelos CREDITOS DE PIS NÃO CUMULATIVOS:
1703 S/ Despesa Financeira R$ R$ 50 286
1705 S/ Alugueis pago a PJ R$ R$ 50 286
1710 S/ Despesa de Insumos cf relatório R$ R$ 50 286
Total de PIS A RECUPERAR S/ INSUMOS SUPRA R$ 780,00
5) Pela Compensação da Apuração do PIS neste mês:
D-2113.0005 097 PIS a Recolher CR R$ ….1340,00
C-1141.0005 050 PIS a Recuperar PC R$ ….1340,00
1425 N/ COMPENSAÇÃO do PIS neste mês 097 050

6) Fazendo-se a apuração do PIS o saldo a Recolher é de R$ que deverá ser pago até o 25º dia do mês subseqüente, devendo ser emitida Guia de DARF a Recolher ( COD. )
D-2113.0005 097 PIS a Recolher CR R$ .390,00……
C-1112.0001 001 CAIXA PC R$ .390,00……
2097 N/ PGTO do PIS cf Guia (xxx) nesta data 097 001

7) N/ Recebimento de Duplicatas a Receber neste mês
D-1101.0002 097 Bancos c/ Movimento AC R$ ..56. 560,0
C-1221.0001 059 Duplicatas a Receber AC R$ ..56. 560,0
2097 N/ PGTO do PIS cf Guia (xxx) nesta data 097 001

TRIBUTAÇÃO DE CIGARROS NO SIMPLES NACIONAL

Formulou-me, a empresa consulente, por seu proprietário, (…), a seguinte questão consulta:

Minha empresa é um bar e restaurante que vende, entre outras mercadorias, cigarros a varejo ao consumidor final. Ao pagar o simples nacional o DAS está sendo calculado com base na minha venda total do mês. Como os valores são altos, estou pagando no DAS, valor superior a minha margem de lucro do varejista que as cigarreiras me dão.

Considerando que a receita bruta de 12 meses acumulada está na faixa de 960 mil e que a venda total do mês em questão foi de 60 mil e a venda de cigarro representou 25 mil, estou na faixa de 8,36% de Simples, maior que a margem que a fábrica me dá. Como devo calcular?

Gostaria de saber se com o Simples Nacional, existe alguma Lei, Decreto ou artigo, algo que fale sobre a isenção de se pagar o DAS sobre mercadorias que são cigarros. Acontece que já procurei e ainda não encontrei nada dizendo que as vendas realizadas de cigarros estão isentas tanto do imposto estadual quanto do Federal.

No caso do ICMS sim, você vai usar a tabela onde o ICMS é por ST, ou seja, onde o percentual de ICMS estará zerado.
Pelo que sabemos, e as perguntas e respostas que o site da SRF postou, os cigarros sofrem a substituição tributaria no PIS/COFINS também. Daremos detalhes adiante.

Nesse caso suas respectivas alíquotas podem ser excluidas da base de calculo do DAS no simples nacional.

http://www.receita.fazenda.gov.br/PessoaJuridica/PisPasepCofins/RegIncidencia.htm

Base Legal:

Instrução Normativa SRF nº 247, de 21 de novembro de 2002

Art. 4º Os fabricantes e os importadores de cigarros são contribuintes e responsáveis, na condição de substitutos, pelo recolhimento do PIS e da Cofins devidos pelos comerciantes varejistas, nos termos do art. 48. – Parágrafo único. A substituição prevista neste artigo não alcança o comerciante atacadista de cigarros, que está obrigado ao pagamento das contribuições incidentes sobre sua receita de comercialização desse produto.

VEJA A SOLUÇÃO DE CONSULTA ABAIXO

MINISTÉRIO DA FAZENDA
SECRETARIA DA RECEITA FEDERAL

SOLUÇÃO DE CONSULTA Nº 451 de 21 de Dezembro de 2007
ASSUNTO: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte – SUPER SIMPLES

EMENTA: SIMPLES NACIONAL. PIS/PASEP.COFINS. Exclusão da base de cálculo. CIGARROS, REFRIGERANTES.SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA. TRIBUTAÇÃO CONCENTRADA. MONOFÁSICOS. É vedado às pessoas jurídicas optantes pelo Simples Nacional excluir da sua Receita Bruta, para fins de apuração do quantum devido no Regime Especial, as receitas decorrentes da revenda de produtos sujeitos à incidência concentrada (monofásicos) do Pis e da Cofins.

Estou postando esta matéria no blog da adage contabilidade, tendo em vista muitas reclamações que ouvimos dos comerciantes, que alegam estarem deixando de vender cigarros, tendo em vista que notam que o cigarro pesa muito na carga do SIMPLES NACIONAL, por acharem que pagam diretamente pelo percentual que aparece na tabela do anexo correspondente, assim acham que estão pagando o que já foi retido, ou ainda, pagamendo em duplicidade. Apenas para conscientizar os pesquisadores aqui do Blog adage contabilidade, a solução de consulta citada acima está devidamente respondida, e baseada legalmente conforme se pode verificar no aqui exposto.

Assim exemplificamos que A tributação monofásica pode ser segregada nos cálculos do Simples a partir de 2009 conforme solução de consulta exposta abaixo.
Simples Nacional – Monofásicos – Cálculo do Imposto
Solução de Consulta nº 445, de 24 de Novembro de 2009.
Região Fiscal – RFB – DOU de 04/12/2009
Paraná e Santa Catarina

Assunto: Simples Nacional
Para os fatos geradores ocorridos até 31 de dezembro de 2008, na tributação, pelo Simples Nacional, das receitas provenientes da venda de produtos sujeitos à tributação concentrada, isto é [monofásicos], inexistia amparo legal para, de qualquer modo ( a segregação de receitas ou desconsideração de percentuais), alterar os percentuais relativos à Cofins e à Contribuição para o PIS.

Amparo Legal:
Contúdo, para os fatos geradores ocorridos a partir de 1º de janeiro de 2009, o Simples Nacional passou a admitir a redução do valor a ser recolhido, nos termos do art. 18, § 4º, inciso IV, e §§ 12 a 14, da Lei Complementar nº 123, de 2006.

Dispositivos Legais:
Lei Complementar nº 123, de 2006, art. 18, § 4º, IV, § 12; Lei Complementar nº 128, de 2008, art. 14, II, Lei nº 10.147, de 2000, art. 2º, parágrafo único.
Dione Jesabel Wasilewski
Chefe da Divisão
Substituta

Tributação de Cigarros
Assim, a atual sistemática de tributação dos cigarros classificados no código 2402.20.00 da TIPI, em relação ao Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), foi estabelecida a partir de 1º de junho de 1999 pelo Decreto nº 3.070, de 27 de maio de 1999, com base no art. 84, inciso IV, da Constituição Federal, e pelo disposto no art. 1º, § 2º, alínea “b”, da Lei nº 7.798, de 10 de julho de 1989.

Anteriormente à edição do Decreto nº 3.070, de 1999, os cigarros classificados na posição 2402.20.00 eram tributados sob a forma de alíquota ad valorem efetiva de 41,25% sobre o preço de venda a varejo do cigarro. A partir de 1º de junho de 1999, os mesmos passaram a ser tributados sob a forma de alíquota específica de acordo com a classe fiscal de enquadramento do produto. Desta forma, as marcas comerciais de cigarros, de acordo com o art. 154 do Decreto nº 4.544, de 26 de dezembro de 2002, passaram a ser distribuídas nas classes de enquadramento abaixo descritas:

I – Classe IV: marcas apresentadas em embalagem rígida e versões dessas mesmas marcas em embalagem maço, de comprimento superior a 87 milímetros;

II – Classe III: marcas apresentadas em embalagem rígida e versões dessas mesmas marcas em embalagem maço, de comprimento até 87 milímetros;

III – Classe II: outras marcas apresentadas em embalagem maço, de comprimento superior a 87 milímetros; e

IV – Classe I: outras marcas apresentadas em embalagem maço, de comprimento até 87 milímetros.

No período de 1º de dezembro de 2002 a 10 de julho de 2007, os valores de IPI correspondente às classes fiscais de enquadramento respectivas foram fixados de acordo com a NC (24-1) acrescida à TIPI por intermédio do Decreto nº 4.488, de 26 de novembro de 2002, Decreto nº 4.542, de 26 de novembro de 2002, Decreto nº 4.924, de 19 de dezembro de 2003, e posteriormente pelo Decreto nº 6.072, de 3 de abril de 2007.

A partir de 1º de maio de 2009 os valores de IPI correspondente às classes de enquadramento respectivas foram alterados pelo art. 5º do Decreto nº 6.809, de 30 de março de 2009. Além disso, o art. 9º da Lei nº 11.933, de 28 de abril de 2009, estabeleceu que para fins de incidência do IPI sobre os cigarros, de fabricação nacional ou importados, não se aplicam, relativamente aos estabelecimentos comerciais atacadistas e varejistas, as regras de equiparação a industrial constantes da legislação do imposto, devendo, portanto, ser pago na saída do estabelecimento industrial.

Classe

Fiscal
Até 01/06/1999
De 01/06/1999 a 30/11/2002
De 01/12/2002 a 31/12/2003
De 01/01/2004 a 10/07/2007
De 11/07/2007 a 30/04/2009
A partir de 01/05/2009

Valor do IPI
Valor do IPI (R$/vintena)

I
- Alíquota: 330%

- Base de cálculo: 12,5% do preço de venda a varejo

- Alíquota efetiva: 41,25%
0,35
0,385
0,469
0,619
0,764

II
0,42
0,460
0,552
0,729
0,900

III – M
0,49
0,535
0,635
0,813
1,004

III – R
0,56
0,610
0,718
0,919
1,135

IV – M
0,63
0,685
0,801
1,025
1,266

IV – R
0,70
0,760
0,884
1,131
1,397

Em relação às contribuições para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep) e para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), os fabricantes e importadores de cigarros pagam as contribuições como contribuintes e como substitutos tributários dos comerciantes atacadistas e varejistas, de acordo com o disposto no art. 5º da Lei nº 9.715, de 25 de novembro de 1998, art. 3º da Lei Complementar nº 70, de 1991, art. 53 da Lei nº 9.532, de 1997, art. 29 da Lei nº 10.865, de 30 de abril de 2004, art. 62 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005, e art. 5º da Lei nº 12.024, de 27 de agosto de 2009, calculados da seguinte forma:
Vigência
PIS/Pasep (R$)
Cofins (R$)

Até 28/02/2006

0,65% * 1,38 * Preço de venda a varejo (R$)
3% * 1,18 * Preço de venda a varejo (R$)

De 01/03/2006 a 30/06/2009
0,65% * 1,98 * Preço de venda a varejo (R$)
3% * 1,69 * Preço de venda a varejo (R$)

A partir de 01/07/2009
0,65% * 3,42 * Preço de venda a varejo (R$)
3% * 2,9169 * Preço de venda a varejo (R$)

Note-se que na Nota Fiscal que já vem destacado o valor destas contribuições, o que confirma o direito de zerar tais contribuições ao apurar a DAS nas empresas optantes pelo SIMPLES NACIONAL.

Como o ICMS/ST, PIS e COFINS são impostos e contribuições que já foram recolhidos anteriormente por substituicão tributária. No pgdas o único imposto que se deve informar que é o da susbstituicão tributária.

Assim se deve somar a receita e separa-se o valor dos cigarros e quando preencher a parte da revenda com substituição tributária, deverá em primeiro lugar se calcular o quadro valor das outras mecadorias sujeitas ao regime do SIMPLES NACIONAL, depois clique ” clique aqui” vai abrir outra caixinha se adiciona o valor do cigarro e marca a ICMS/ST, e a tributação monofásica do PIS e da COFINS assim totaliza toda sua venda de ST.

Formulou-me, a empresa consulente, por seu proprietário, (…), a seguinte questão consulta:

Minha empresa é um bar e restaurante que vende, entre outras mercadorias, cigarros a varejo ao consumidor final. Ao pagar o simples nacional o DAS está sendo calculado com base na minha venda total do mês. Como os valores são altos, estou pagando no DAS, valor superior a minha margem de lucro do varejista que as cigarreiras me dão.

Considerando que a receita bruta de 12 meses acumulada está na faixa de 960 mil e que a venda total do mês em questão foi de 60 mil e a venda de cigarro representou 25 mil, estou na faixa de 8,36% de Simples, maior que a margem que a fábrica me dá. Como devo calcular?

Dê uma olhada nos tópicos acima que vão lhe ajudar.

Está bem claro que o PIS e COFINS são no caso monofásicos, assim conforme se vê ao verificar as NF-e, o recolhimento já foi feito pelo Fornecedor, visto que foi pago por sua empresa, bem como verificando perguntas e respostas do site da SRF, os cigarros sofrem a substituição tributária no PIS e COFINS também.

Note-se que suas respectivas alíquotas podem ser excluidas da base de cálculo do DAS no simples nacional”.
confirme neste endereço:

http://www.receita.fazenda.gov.br/PessoaJuridica/PisPasepCofins/RegIncidencia.htm

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