Adage Contabilidade

Assessoria para você e sua empresa. Desde 1977.

Navegando Posts marcados como contabilização

REMESSA PARA INDUSTRIALIZAÇÃO
Contabilização

ROTEIRO

1. ESTOQUES
2. CLASSIFICAÇÃO CONTÁBIL
3. ADIANTAMENTO A FORNECEDORES
4. PROVISÃO PARA AJUSTE DO ESTOQUE AO VALOR DE MERCADO
5. IMPOSTOS PAGOS NA AQUISIÇÃO

1. ESTOQUES
A contabilização das compras de itens do estoque deve ocorrer no momento da transmissão do direito de propriedade dos mesmos.

Geralmente, tal momento ocorre na entrada física dos bens no estabelecimento. Mas existem estoques que, mesmo não estando fisicamente presentes no local, devem ser contabilizados, como por exemplo, matérias primas que foram remetidas pelo fornecedor, por conta e ordem do cliente, á terceira empresa que efetuará industrialização dos referidos materiais.

Os estoques estão representados basicamente por: mercadorias para revenda, produtos acabados, produtos em elaboração, matérias-primas, almoxarifado, importações em andamento e adiantamentos a fornecedores de estoques, observando-se que serão também considerados:

a) os itens existentes fisicamente em estoques, excluindo-se aqueles que estão fisicamente na empresa, mas não são de propriedade da empresa, tais como aqueles recebidos em consignação, para conserto, remessa para industrialização, etc.;

b) os itens de propriedade da empresa que estão em poder de terceiros para conserto, consignação, beneficiamento ou armazenamento.

2. CLASSIFICAÇÃO CONTÁBIL
O termo “estoque” refere-se a todos os bens tangíveis mantidos para venda ou uso próprio no curso ordinário do negócio, bens em processo de produção para venda ou para uso próprio ou que se destinam ao consumo na produção de mercadorias para venda ou uso próprio.

Seguindo o conceito de liquidez, o subgrupo estoques classifica-se no Circulante, após os subgrupo “Outros Créditos”.

Todavia, poderá haver casos de empresas que tenham estoques cuja realização ultrapasse o exercício seguinte, assim deve haver a reclassificação dos estoques para o Realizável a Longo Prazo, em conta à parte.

Estoques de Terceiros

Quando há recebimento de estoques de terceiros, como, por exemplo, materiais que serão beneficiados (industrialização por encomenda), contabiliza-se os materiais recebidos em uma conta especial de estoques, em contrapartida a uma conta de obrigação.

Exemplo:

Recebimento de materiais, no valor de R$ 2.000,00 – referente nota fiscal de remessa de cliente, para industrialização.

Na entrada dos materiais de terceiros a serem processados se lançará:
D – Estoques de Terceiros (Ativo Circulante)
C – Estoques a Industrializar (Passivo Circulante) R$ 2.000,00

Posteriormente, na devolução dos materiais, são cobrados R$ 800,00 relativamente ao serviço de industrialização. Lançamentos por ocasião da saída da mercadoria:

a) Pelo registro da devolução da mercadoria industrializada:
D – Estoques a Industrializar (Passivo Circulante)
C – Estoques de Terceiros (Ativo Circulante) R$ 2.000,00

b) Valor dos serviços de industrialização cobrados:
D – Clientes (Ativo Circulante)
C – Receita de Serviços de Industrialização (Conta de Resultado) R$ 800,00

3. ADIANTAMENTO A FORNECEDORES
Os adiantamentos efetuados a fornecedores de matéria-prima ou produto para revenda são registrados nessa conta; a baixa será efetuada por ocasião do efetivo recebimento, registrando-se o custo total na correspondente conta do estoque, e caso haja saldo a pagar, na conta fornecedores, no passivo circulante.

4. PROVISÃO PARA AJUSTE DO ESTOQUE AO VALOR DE MERCADO
O custo de aquisição ou produção dos bens existentes na data do balanço deverá ser ajustado ao valor de mercado, mediante a constituição de uma provisão, quando este for menor, que será classificada como conta redutora do subgrupo estoques.

Para constituição da provisão é necessário que se especifique, item por item, os bens que, comprovadamente, estejam com preço de mercado inferior ao seu custo.

As quebras e perdas conhecidas em estoques ou calculadas por estimativa, relativas a estoques obsoletos ou que se perdem ou evaporam no processo produtivo, são ajustadas mediante a constituição da provisão para perdas em estoques, classificada como redutora do subgrupo estoques, tendo como contrapartida uma conta de despesa no resultado, não dedutível para efeitos fiscais.

Exemplo:

Empresa inventariou estoques em 31 de dezembro e encontrou R$ 8.000,00 em almoxarifado, correspondente a itens obsoletos e que não terão mais uso dentro das atividades normais.

D – Perdas com Estoques Obsoletos (Conta de Resultado)
C – Provisão para Perdas em Estoques (Conta Redutora – Estoques – Ativo Circulante) R$ 8.000,00

5. IMPOSTOS PAGOS NA AQUISIÇÃO
Os impostos não cumulativos que devam ser recuperados não se computam no custo de aquisição das mercadorias ou matérias-primas, devendo ser registrados em conta específica de impostos a recuperar. Impostos não cumulativos são aqueles que em cada operação sucessiva é abatido o montante cobrado na operação anterior, como é o caso do ICMS e do IPI.

O ICMS e o IPI integrarão o custo das mercadorias, matérias-primas ou outros itens integrantes do estoque quando o contribuinte não puder recuperá-los nas operações subseqüentes, nos casos previstos na legislação específica.

Exemplo:

Indústria adquiriu matéria prima para produção cuja Nota Fiscal de Compra apresentou os seguintes dados:

Preço da matéria-prima: R$ 80.000,00
ICMS destacado: R$ 7.500,00
Frete pago: R$ 2.000,00
ICMS sobre frete recuperável: R$ 260,00

Se a empresa mantém controle de estoques, a contabilização poderá ser como segue:

1. Pelo registro da compra:
D – Estoque de Matéria Prima (Ativo Circulante)
C – Fornecedores (Passivo Circulante) R$ 80.000,00

2. Registro do Frete:
D – Estoque de Matéria Prima (Ativo Circulante)
C – Fretes a Pagar (Passivo Circulante) R$ 2.000,00

3. Registro do ICMS recuperável sobre a Matéria Prima:
D – ICMS a Recuperar (Ativo Circulante)
C – Estoque de Matéria Prima (Ativo Circulante) R$ 7.500,00

4. Registro do ICMS recuperável sobre o Frete:
D – ICMS a Recuperar (Ativo Circulante)
C – Estoque de Matéria Prima (Ativo Circulante) R$ 260,00

Autor: Antonio Coelho

SIMPLES NACIONAL
Contabilização

1 – CONCEITO
O Simples Nacional implica o recolhimento mensal, mediante documento único de arrecadação.

Na contabilidade a obrigação do recolhimento do imposto sobre o faturamento ocorrerá das seguintes formas:

a) Pela provisão do valor a recolher, quando se reconhece a obrigação pelo valor total do DAS:
D – Despesas Tributárias (Conta de Resultado)
C – Impostos e Contribuições – Simples – a Recolher (Passivo Circulante)

Pelo pagamento:
D – Impostos e Contribuições – Simples – a Recolher (Passivo Circulante)
C – Bancos C/Movimento (Ativo Circulante)

b) Caso ocorram os registros contábeis e forma mais detalhada evidenciando cada imposto e/ou contribuição:
D – IRPJ (Conta de Resultado)
IPI (Conta de Resultado)
CSLL (Conta de Resultado)
COFINS (Conta de Resultado)
PIS/Pasep (Conta de Resultado)
INSS – Contribuição para a Seguridade Social, a cargo da pessoa jurídica (Conta de Resultado)
ICMS (Conta de Resultado)
ISS (Conta de Resultado)
C – Impostos e Contribuições – Simples a Recolher (Passivo Circulante)

Pelo pagamento:
D – Impostos e Contribuições – Simples – a Recolher (Passivo circulante)
C – Bancos C/Movimento (Ativo Circulante)

Autor: Antonio Coelho

CONTABILIZAÇÃO DOS CRÉDITOS DE PIS/COFINS E DA COFINS NÃO-CUMULATIVO – Normas Gerais

ROTEIRO

1. CONCEITO
2. CONTRIBUINTES DO PIS-PASEP E COFINS NÃO-CUMULATIVO
3. CONTABILIZAÇÃO DE CRÉDITOS DE PIS/COFINS E COFINS NÃO-CUMULATIVO
4. LANÇAMENTOS CONTÁBEIS

1. CONCEITO
A Lei 10.637, publicada no DOU de 31.12.2002, criou o sistema não-cumulativo de pagamento do Pis-Pasep, o novo sistema de pagamento do Pis-Pasep entrou em vigor em dezembro/2002, aplicando-se aos fatos geradores a partir de 1º.12.2002.

A Lei nº 10.833, publicada no DOU de 30.12.2003, instituiu a modalidade não-cumulativa de apuração da Cofins, esta nova sistemática de apuração da Cofins entrou em vigor em fevereiro/2004, aplicando-se aos fatos geradores ocorridos a partir de 1º.02.2004.

Conforme previsto através deste novo sistema, as pessoas jurídicas irão recolher o Pis-Pasep com alíquota de 1,65% e Cofins à alíquota de 7,6%, buscando em contrapartida alguns créditos especiais. Assim, temos atualmente dois regimes de pagamento do Pis-Pasep e Cofins, no entanto aquele que já existia, com alíquota de 0,65% e o Pis-Pasep Não-Cumulativo com alíquota de 1,65%, também a Cofins 3,0% já existente e Cofins não-cumulativo com alíquota de 7,60%.

2. CONTRIBUINTES DO PIS-PASEP E COFINS NÃO-CUMULATIVO
É contribuinte do Pis-Pasep e Cofins não-cumulativo a pessoa jurídica com tributação pelo regime do Lucro Real, que não encontre-se elencada em nenhuma das exceções citadas no art.10 da Lei 10.833/2003 e Lei 10.637/2002, art.8º.

3. CONTABILIZAÇÃO DE CRÉDITOS DE PIS/COFINS E COFINS NÃO-CUMULATIVO
Em conformidade com a Lei 10.637/2002 e a Lei 10.833/2003, instituí o Pis-Pasep e Cofins não-cumulativo. A referida norma contempla que a pessoa jurídica poderá descontar créditos calculados pela alíquota de 1,65% Pis-Pasep e Cofins 7,60%:

a) dos bens adquiridos para revenda, exceto os produtos sujeitos à tributação monofásica e à substituição tributária do Pis/Cofins;

b) dos bens e serviços utilizados como insumo na fabricação de produtos destinados a venda ou prestação de serviços, inclusive combustíveis e lubrificantes;

c) dos aluguéis de prédios, máquinas e equipamentos, pagos a pessoa jurídica, utilizados nas atividades da empresa incorridos no mês;

d) dos encargos de depreciação e amortização dos seguintes bens:

d.1) máquinas e equipamentos adquiridos para utilização na fabricação de produtos destinados à venda, bem como a outros bens incorporados ao ativo imobilizado;

d.2) edificações e benfeitorias em imóveis de terceiros, quando o custo, inclusive de mão-de-obra, tenha sido suportado pela locatária;

e) dos bens recebidos em devolução, cuja receita de venda tenha integrado o faturamento do mês ou de mês anterior e tributada de forma não-cumulativa;

f) das despesas com energia elétrica.

Nota 1: De acordo com a Lei 10.865/2004 art.21, fica vedado o desconto de créditos sobre despesas financeiras oriundas de empréstimos e financiamentos. Conforme previsto em seu artigo 46 esta regra é valida para a Cofins a partir de 1º de maio, e para o Pis a partir de 1º de agosto.

Nota 2: No caso de atividade de prestação de serviços de transporte rodoviário de cargas quando da subcontratação, as despesas com a subcontratada quando esta seja tributada com base no Lucro Real ou Lucro Presumido, o direito ao crédito decorre da previsão legal contida nos artigos 3º e 15 da Lei nº 10.833/2003. Nesta hipótese, o crédito será calculado mediante a aplicação das alíquotas de 1,65% (Pis) e 7,6% (Cofins) sobre o valor pago à subcontratada.

Na hipótese da empresa subcontratar pessoa jurídica optante pelo Simples ou pessoa física – transportador autônomo, terá direito a crédito presumido calculado sobre os pagamentos efetuados às subcontratadas, mediante a aplicação de percentual corresponde a 75% das alíquotas normais de Pis e Cofins.

Neste caso o crédito do Pis será determinado mediante a aplicação da alíquota de 1,2375% e o da Cofins da alíquota de 5,7%, sobre o valor dos pagamentos efetuados às subcontratadas.

4. LANÇAMENTOS CONTÁBEIS
Para efeito do registro contábil dos créditos do Pis-Pasep e Cofins não-cumulativos, sugerimos os seguintes lançamentos:

a) Para o registro do crédito incidente sobre as aquisições de bens para revenda:

D – Estoques Mercadorias para Revenda (ativo circulante)
D – Tributos a Recuperar (Ativo Circulante)

ICMS a Recuperar
Pis-Pasep a Recuperar
Cofins a Recuperar
C – Fornecedores (Passivo Circulante)

b) Pelo registro do crédito incidente sobre a despesa de aluguel incidente no mês:

D – Aluguéis (Resultado – Despesas Operacionais)
D – Tributos a Recuperar (Ativo Circulante)
Pis-Pasep a Recuperar
Cofins a Recuperar

C – Contas a Pagar Aluguéis (Passivo Circulante)

d) Pelo registro do crédito incidente sobre os encargos de depreciação incidentes no mês:

D – Encargos de Depreciação (Resultado – Despesas Operacionais)
D – Tributos a Recuperar (Ativo Circulante)
Pis-Pasep a Recuperar
Cofins a Recuperar

C – Depreciação Acumulada de Veículos (Ativo Permanente – Imobilizado)

e) Pelo registro do crédito incidente sobre as devoluções recebidas no mês relativas a vendas que integraram o faturamento do mês:

D – Tributos a Recuperar (Ativo Circulante)
Pis-Pasep a Recuperar
Cofins a Recuperar

C – Tributos sobre Vendas (Resultado – Deduções da Receita Bruta)
Pis-Pasep
Cofins

f) Pelo registro do crédito incidente sobre as despesas com energia elétrica incorridas no Mês:

D – Tributos a recuperar (ativo Circulante)
Pis-Pasep a Recuperar
Cofins a Recuperar

Cnt – Despesa com energia elétrica (Resultado – Despesas Operacionais)

Fundamento Legal: Os citados no texto.

Adage Contabilidade SSE LTDA
Autor: Antonio Coelho

Contabilidade – ICMS no Regime de Substituição Tributária: Aspectos Contábeis

 

INTRODUÇÃO

A cobrança do ICMS no Regime de Substituição Tributária é adotada para diversos tipos de produtos, tais como: cerveja, refrigerantes, sorvete, cimento, tintas, veículos, etc.

No Regime de Substituição Tributária, o fabricante ou importador das mercadorias (contribuinte substituto) fica responsável, também, pelo recolhimento do ICMS que será devido nas etapas seguintes da comercialização, até o consumidor final, pelos revendedores (contribuintes substituídos).

Assim sendo, quando da realização da venda das mercadorias ao revendedor, o fabricante ou importador se torna devedor do ICMS incidente sobre o seu preço de venda e também do ICMS calculado sobre a diferença entre esse preço e o preço máximo ou único a ser praticado na revenda das mercadorias a consumidor final, quando fixado pelo fabricante, importador ou autoridade competente. Na ausência desse preço fixado, calcula-se o imposto devido pelos contribuintes substituídos (revendedores) com base no valor da operação praticado pelo contribuinte substituto (fabricante ou importador), incluídos os valores correspondentes a frete, carreto e seguro, impostos e outros encargos transferíveis, acrescidos do valor resultante de aplicação do percentual de margem de lucro estabelecido pela legislação do ICMS, em cada caso.

O fabricante ou importador cobra do adquirente das mercadorias, mediante adição ao preço da operação, na sua Nota Fiscal, o valor do ICMS devido na condição de contribuinte substituto.

Por outro lado, o atacadista ou distribuidor e o varejista de mercadorias submetidas ao Regime de Substituição Tributária do ICMS ficam dispensados do recolhimento do imposto por ocasião da revenda das mercadorias.

REGISTROS CONTÁBEIS

Preliminarmente, cabe observar que a cobrança antecipada do ICMS, no Regime de Substituição Tributária, implica várias alternativas contábeis de registro, havendo algumas mais complexas e outras mais simples. Neste trabalho, focalizamos os registros contábeis dessa operação, que de acordo com a Lei das S/A e com a boa técnica contábil, melhor atendem aos interesses gerenciais e à própria legislação fiscal em vigor.

Nota: Para simplificar, desconsideramos outros tributos que incidem sobre as vendas (PIS e Cofins).

Contabilização da Operação no Estabelecimento Fabricante

Considerando-se que determinado fabricante de pneus para motocicletas efetue uma venda, para uma empresa atacadista/distribuidora, nas seguintes condições:

- Preço da mercadoria —————————R$ 30.000,00

- IPI —————————————————–R$ 4.500,00

- margem de lucro 60%

- Base de cálculo do ICMS
Substituição Tributária(R$ 30.000,00
+ 60% de R$ 30.000,00 + IPI de
R$ 4.500,00) —————————————R$ 52.5000,00

- ICMS destacado na Nota Fiscal
(17% de R$ 30.000,00)———————— R$ 5.100,00

- ICMS retido na fonte (17% de
R$ 52.5000,00 – R$ 5.100,00) —————R$ 3.825,00

- Valor total da Nota Fiscal
(R$ 30.000,00 + R$ 4.500,00 +
R$ 3.825,00)————————————— R$ 38.325,00

Contabilmente, teremos os seguintes lançamentos:

I – Pelo registro da receita de vendas:

D – CLIENTES/ CAIXA/ BANCO (Ativo Circulante)
C – FATURAMENTO BRUTO (Resultado) R$ 38.325,00

II – Pelo valor do IPI:

D – IPI FATURADO (Resultado)
C – IPI A RECOLHER (Passivo Circulante) R$ 4.500,00

III – Pelo valor do ICMS cobrado no Regime de Substituição Tributária:

D – ICMS SUBSTITUIÇÃO TRIBUTÁRIA (Resultado)
C – ICMS A RECOLHER (Passivo Circulante) R$ 3.825,00

IV – Pelo valor do ICMS (normal) destacado na Nota Fiscal:

D – ICMS SOBRE VENDAS (Resultado)
C – ICMS A RECOLHER (Passivo Circulante) R$ 5.100,00

V – Na demonstração do resultado do período, teríamos:

Faturamento Bruto R$ 38.325,00
(-) IPI Faturado R$ 4.500,00
(-) ICMS Substituição Tributária R$ 3.825,00
(=) Receita Bruta de Vendas R$ 30.000,00
(-) ICMS Sobre Vendas R$ 5.100,00
(=) Receita Líquida de Vendas R$ 24.900,00
(-) Custo dos Produtos Vendidos —–


Contabilização da Operação no Estabelecimento Atacadista/Distribuidor

Considerando-se que o estabelecimento atacadista/distribuidor pagará para o fabricante R$ 38.325,00 (trinta e oito mil e trezentos e vinte e cinco reais), no qual já está embutido o ICMS que teria de recolher na sua venda ao varejista e que sua venda ao comerciante varejista se dê por R$ 60.000,00 (sessenta mil reais), teremos os seguintes lançamentos contábeis:

I – Pela compra:

D – MERCADORIAS (Ativo Circulante)
C – BANCO (Ativo Circulante) ou FORNECEDORES (Passivo Circulante) R$ 38.325,00

II – Pela venda:

D – CAIXA/BANCO/CLIENTES (Ativo Circulante)
C – RECEITA BRUTA DE VENDAS (Resultado) R$ 60.000,00

Nota: Como se observa, o adquirente de produtos sujeitos ao Regime de Substituição Tributária não faz jus ao crédito do ICMS, porquanto esse imposto já foi pago antecipadamente pelo próprio fabricante dos produtos. Do mesmo modo, por ocasião da venda, também não será devida qualquer parcela a título desse imposto.

Caso a legislação do ICMS estabeleça o direito a crédito, na aquisição dos produtos sujeitos ao Regime de Substituição Tributária, pelo atacadista/distribuidor ou varejista, o valor relativo ao crédito do ICMS será deduzido do valor do custo das mercadorias – estoque, tendo como contrapartida a Conta de ICMS a recuperar.

III – Pela demonstração do resultado do período:

Receita Bruta de Vendas R$ 60.000,00
(-) ICMS Sobre Vendas R$ 0,00
(=) Receita Líquida de Vendas R$ 60.000,00
(-) Custo das Mercadorias Vendidas R$ 38.325,00
(=) Lucro Bruto R$ 21.675,00


Contabilização da Operação no Estabelecimento Varejista

Considerando-se que o comerciante varejista adquira as mercadorias do atacadista/distribuidor, pelo valor R$ 60.000,00 (sessenta mil reais), e comercialize as mesmas por R$ 70.000,00 (setenta mil reais), teremos os seguintes lançamentos contábeis:

I – Pela compra:

D – MERCADORIAS (Ativo Circulante)
C – BANCO (Ativo Circulante) ou FORNECEDORES (Passivo Circulante) R$ 60.000,00

II – Pela venda:

D – CAIXA/BANCO/CLIENTES(Ativo Circulante)
C – RECEITA BRUTA DE VENDAS (Resultado) R$ 70.000,00

Nota: Nesta fase, também, o adquirente de produtos sujeitos ao Regime de Substituição Tributária não faz jus ao crédito do ICMS, porquanto esse imposto já foi pago antecipadamente pelo próprio fabricante dos produtos. Do mesmo modo, por ocasião da venda, também não será devida qualquer parcela a título desse imposto.

Caso a legislação do ICMS estabeleça o direito a crédito, na aquisição dos produtos sujeitos ao Regime de Substituição Tributária, pelo atacadista/distribuidor ou varejista, o valor relativo ao crédito do ICMS será deduzido do valor do custo das mercadorias – estoque, tendo como contrapartida a Conta de ICMS a recuperar.

III – Pela demonstração do resultado do período:

Receita Bruta de Vendas R$ 70.000,00
(-) ICMS Sobre Vendas R$ 0,00
(=) Receita Líquida de Vendas R$ 70.000,00
(-) Custo das Mercadorias Vendidas R$ 60.000,00
(=) Lucro Bruto R$ 10.000,00


Fundamentos Legais: Os citados no texto.

ICMS/RS – Responsabilidade por Substituição Tributária – Aspectos Legais a serem observados pelos Contribuintes

Calculo e Contabilização ICMS Substituição Tributária

A Dinâmica para esclarecer um pouco mais para seus clientes o procedimento sobre o ICSM ST traz parte de apostila retirada do site do ITC. A seguir exemplo de calculo e contabilização do ICMS ST:

Exemplo:

Admita-se que um fabricante situado em Santa Catarina (substituto) efetuou uma operação de venda de um “produto x” para um comercial atacadista também situado no estado de Santa Catarina (substituído). Sabendo-se que esta mercadoria esta sujeita à substituição tributária, tem-se:

Valor de Venda: R$ 1.000,00
Alíquota interna (SC para SC): 17%
Alíquota do IPI: 20%
Margem de Valor Agregado: 35%

Fórmula para cálculo do ICMS ST:

BC = (Valor mercadoria + frete + IPI + outras despesas) x (1 + coeficiente MVA)
Portanto o ICMS ST devido = (BC x 17%) – ICMS Próprio

Com isso apresenta-se a tabela com os valores da operação:

1200,00 + 35% = 1620,00 x 17% = 275,40 – 170,00 = 105,40 + 1200,00 = 1305,40
Com base nos valores demonstrados têm-se os seguintes lançamentos contábeis em decorrência da operação:

2.1 – Na empresa Substituta

Quando da venda da mercadoria:
D – Duplicatas a Receber (AC)…………………………………………….R$ 1.305,40
C – ICMS Substituição Tributária a Recolher (PC)…………………..R$ 105,40
C – IPI a Recolher (PC)……………………………………………………. R$ 200,00
C – Vendas de Mercadorias (Resultado)………………………………..R$ 1.000,00

Pelo débito próprio do ICMS:
D – ICMS sobre Vendas (Resultado – Deduções de vendas)……….R$ 170,00
C – ICMS a Recolher (PC)………………………………………………….. R$ 170,00

Quando do recebimento da fatura:
D – Banco Conta Movimento (AC)………………………………………R$ 1.305,40
C – Duplicatas a Receber (AC)…………………………………………….R$ 1.305,40

Quando do recolhimento do ICMS Substituição Tributária:
D – ICMS Substituição Tributária a Recolher (PC)………………… R$ 105,40
C – Banco Conta Movimento (AC)…………………………………….. R$ 105,40

Quando do recolhimento do ICMS Normal (*):
D – ICMS a Recolher (PC)………………………………………………… R$ 170,00
C – Banco Conta Movimento (AC)……………………………………… R$ 170,00

(*) A apuração do ICMS normal deve obedecer ao que dispõe a legislação do ICMS.
Portanto caso a diferença entre a conta de ICMS a Recolher (PC) e ICMS a Recuperar
(AC) resulte em saldo credor ou igual a zero não haverá ICMS a ser recolhido. Portanto
Considera-se este lançamento meramente exemplificativo.

2.2 – Na empresa Substituída
Quando da entrada da mercadoria em estoque:
D – Estoque de Mercadorias (AC)………………………………………. R$ 1.305,40
C – Fornecedores (PC)… ……………………………………………………R$ 1.305,40

Quando do pagamento da duplicata:
D – Fornecedores (PC)……………………………………………………… R$ 1.305,40
C – Banco Conta Movimento (AC)…………………………………….. .R$ 1.305,40

Content Protected Using Blog Protector By: PcDrome.

Warning: Unknown: open(/var/tmp/sessions/sess_hn9mfcq2h3rum1pqpbnhrhl762, O_RDWR) failed: Disk quota exceeded (122) in Unknown on line 0

Warning: Unknown: Failed to write session data (files). Please verify that the current setting of session.save_path is correct (/var/tmp/sessions) in Unknown on line 0